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A História Que te Impedem de Conhecer

Atualizado: 13 de abr.


Vamos começar com uma história…

A vida humana é uma história. E ainda assim não é uma única história.
É um livro aberto cheio de histórias ricas, surpreendentes, poderosas e às vezes perigosas. A humanidade está literalmente vivendo suas próprias 1001 Noites ao longo de milênios. E, assim como aquele livro de narrativa magistral, houve histórias incríveis que encheram as mentes e os corações de muitos milhões de pessoas ao longo dos tempos.

Vivemos dentro de uma história a cada segundo de nossas vidas. Algumas dessas histórias são maiores que outras – mais épicas, mais poderosas e mais influentes. Outras são histórias diárias que enchem os bolsos e organizam nossos horários.

No entanto, além de nossas histórias, sempre houve uma grande narrativa. É esta grande e abrangente história que narra e influencia a direção geral em que a humanidade se move. E esta grande narrativa é muitas vezes tão convincente, tão cheia de detalhes persuasivos, que acreditamos nela de todo o coração.

Como uma história incrível contada a uma criança antes de dormir, essa história então se torna parte do sonho daquela noite.

Assim ...

Acabamos por concordar e acreditando realmente, que a história contada, é de fato nossa história.

E é exatamente dessa forma ...

Que se cria mundos ilusões.

O sonho parece "real" é para durar muito tempo e ser reabastecido novamente antes de dormir. E, no entanto, às vezes, em circunstâncias especiais, o sonho é tão cativante e convincente que faz com que o sonhador nunca mais queira acordar.

Como alguém irá querer acordar de um sonho se não sabe que está sonhando???

O sonhador continua a sonhar o que lhe foi contado todo dia antes de dormir.


A história humana é como um sonho dentro de um sonho – uma inversão dentro de uma ilusão. E como muitos sonhadores sabem, existem níveis nos sonhos.

Existem camadas de histórias que se combinam para criar um corpo ou reino narrativo abrangente. E muitas pessoas, como bons sonhadores, ficam presas em uma dessas camadas.

E pode ser quase impossível sair.

Embora alguns poucos estejam tecnicamente despertos, também estão sonhando, porque fazem parte do mesmo mundo dos adormecidos.

Vivemos histórias e narrativas particulares que foram semeadas, implantadas ou entrelaçadas em nossas cabeças. Eles entram em nosso subconsciente e a partir dessa posição privilegiada começam a influenciar nosso comportamento e pensamento nos bastidores. Mesmo quando pensamos que estamos acordados, nunca estamos livres dessas histórias, narrativas e construções que geram as nossas percepções e criam o arco das nossas vidas oníricas.

Para estar verdadeiramente desperto, uma pessoa precisa saber como abandonar todas essas histórias e sair da construção falsa, que gera todo o mundo dos sonhos.

Isto é, virar-nos para cima dentro da inversão.

Na verdade, isso pode ter sido alcançado por algumas pessoas, mas sempre foi considerado algo estranho, esotérico ou místico fazê-lo. Porque para os sonhadores, qualquer um que sai do sonho deve ser algum estranho e excêntrico.

"Estamos sonhando os sonhos errados."

A história dominante não gosta muito quando os sonhadores tentam ir embora.

Por que as pessoas iriam querer ir embora quando a história é tão convincente???
No geral, porém, isto raramente é um problema, pois tão poucas pessoas percebem que tudo é um sonho dentro de um sonho, por isso a questão quase nunca surge.

As coisas na vida não são o que parecem…

A vida humana é vivida como uma normalização desta construção de realidade invertida. É por isso que a vida está repleta de tantas irregularidades, estranhezas e loucuras absolutas. Todos sabemos, ou sentimos instintivamente, que algo se extraviou.

O desafio é mudar de rota quando se percebe que seu caminho está sendo desviado de propósito para outro pior. Andar por uma estrada quando não se tem certeza, é o mesmo que se perder.

Costumamos acreditar em qualquer coisa porque não dá aparentemente para ver alguma verdade quando ela está sendo escondida. Ficamos perdidos nos reflexos do nosso próprio mundo espelhado. Ao ver nossos reflexos sorrirem para nós, ficamos satisfeitos com a distração.

As pessoas se conformam demais e muito facilmente, e a acomodação maior, é acreditar em personalidades de liderança que elas acham que elegem.

Tudo deve ficar bem, os governos não mentiriam, somos protegidos por estruturas de autoridade "benevolentes" que cuidam de nós como nossas mães.

Uma pausa para te contar um segredinho…

Já é assim há muito tempo.

Só que, até recentemente, o sonho acordado da Inversão era bom para manter todos dormindo (exceto alguns raros) porque o fluxo de consciência dentro da construção da realidade é baixo.


Mas algo está acontecendo se você ainda não percebeu.

Houve rachaduras no véu.

Há mais consciência se infiltrando. E isso tem entrado em nossas cabeças, mesmo que não tivéssemos percebido. Gradualmente, as pessoas têm adquirido cada vez mais consciência sobre aquilo que chamam de “condição humana”.

Houve alguns indivíduos excepcionais dentro de cada geração que falaram sobre estas coisas, ou mesmo escreveram sobre elas, mas poucas pessoas ouviram e menos ainda leram algum dos seus escritos porque a humanidade veio sendo mantida analfabeta.

Mas ainda assim, a infiltração gradual da consciência nesta construção de realidade continuou.

E os insights continuaram chegando.

Algumas pessoas foram inspiradas, outros obtiveram revelações. Mas os números permaneceram pequenos. A Inversão continuou a impor-se para manter as vendas nos sonhadores enquanto aumentava a música. Foram oferecidas distrações maiores, uma variedade brilhante de entretenimento surgiu. E foram dados incentivos para aquelas pessoas que começaram a abrir apenas um dos olhos. Os poucos que suspeitavam de algo foram descobertos desde o início e subiram rapidamente na hierarquia da “pirâmide do povo”, para que se beneficiassem ao máximo dos prazeres e ganhos da Inversão.

As massas de sonhadores – a turba adormecida, como eram chamadas – permaneceram balançando ao som da canção de ninar. Mas lentamente, a frequência da canção de ninar foi mudando. Uma nova vibração veio sendo adicionada.

Acho que você entendeu aonde isso vai dar.

Chega aqui onde você está sentado agora.

Parece que podemos falar sobre consciência e estudos da consciência, desde que permaneçam dentro da “missão da realidade” e não empurrem contra as “barreiras da percepção”. É por isso que grande parte das nossas sociedades modernas e do mercado mediático estão repletos de espiritualidade pop, uma vez que funcionam como remédios culturais e não como revoluções.

Ou seja, eles fornecem um curativo em vez de procurar uma cura permanente.

Muitas práticas fáceis de “autoajuda” oferecem uma porta giratória de “falsa saída” para que as pessoas tenham a sensação de ter encontrado uma fuga do “sistema” a fim de aliviarem seus sofriementos mentais, só que a tortura continuou, a saciedade de busca foi falsa, era apenas para traze-los de volta ao sistema de novo deixando-os sentir mais acomodados sem reclamar.


Tais ensinamentos ou ofertas atuam como autotranquilizantes – atuam como mecanismos para fornecer um tratamento alternativo, ou sensação agradável, que aparece como marginal ou “fora” do sistema, mas não é. Pelo contrário, é outro subconjunto dentro do programa global que não constitui uma ameaça nem fornece um meio de perceber através do conjunto de realidade programado.

Em outras palavras ...

É uma anomalia permitida.

As “anomalias permitidas” são exemplos de mecanismos de anestesia mental que suavizam ou mesmo dissipam o impulso original de procurar respostas. Eles também servem como saciedade rápida (fast food) para trazer satisfação temporária. A saciedade temporária, ou satisfação, diminui a fome real, de modo que o impulso de desenvolvimento permaneça na “zona de cachinhos dourados” de não estar com muita fome ou muito cheio – apenas cheio o suficiente para querer continuar com a busca espiritual mas sem tanta fome para buscar além do que é oferecido abertamente ou disponível no mercado.

As forças que atuam atualmente sobre a humanidade são aquelas que estão nos obrigando a morrer.

A falta de absorção da consciência real nunca nos levará para outro caminho, até proque, não há vida sem a consciência do ser real despertado, não há salvação sem esse atributo adquirido.

Quer conhecer a verdadeira religião???

Então procure-a onde existe consciência. A consciência do ser acordado do sono profundo nos faz ver e enxergar a realidade sem que a gente dependa de ninguém, que nos eleve a um conhecimento perfeito que sempre foi nosso, o conhecimento que nos criou, que faz parte de nós, e existe para nos ensinar a se aperfeiçoar, evoluir, e nos aprimorarmos diante de um todo infinito iluminado que nos aplaude por essa coragem.

Querer buscar o conhecimento perfeito da luz superior, é ter coragem.

O mundo está infestado de covardes porque o conhecimento não está sendo procurado. A minoria é que condenará a maioria que desistiu antes de começar.

A oportunidade agora disponível nos obriga a nos tornarmos algo qualitativamente novo. Este é agora o momento perfeito para o avanço pessoal e para a expansão da percepção e da consciência. Não é mais necessário ser inteligente – é essencial ser sábio.

Tem havido um declínio notável no que, em termos simples, pode ser chamado de “busca metafísica” (o que também tem sido conhecido como “busca espiritual”).

O impulso interior de procurar além das aparências materiais-físicas quase desapareceu da vida contemporânea. Há muito tempo foi cooptado para atividades religiosas e transformado em cerimônias ritualísticas e dogmas. E, mais recentemente, foi introduzido no que anteriormente chamei de “Avenidas Ashram” e “Avenidas Guru” por pessoas atraídas por interesses exóticos.


O glamour do “autodesenvolvimento” encontrou um mercado em falta sob o brilho das redes sociais. A profundidade do desejo interior é arranhada na superfície e satisfeita ao bebericar as taças cantantes da harmonia interior e da paz mundial.

É muito fácil nos tornarmos estereótipos de nós mesmos, movidos por banalidades de falso misticismo e realização superficial. Há tantas coisas na vida contemporânea que nos fazem esquecer de nós mesmos que apenas o ato de nos lembrarmos se torna uma força de rebelião e traição contra o mundo material.

Somos levados a esquecer as capacidades que trazemos conosco do reino metafísico.

Estamos aqui neste mundo como convidados e como guardiões, habitamos nossos corpos durante a experiência de vida na esperança de aproveitar ao máximo essas vidas talentosas. E, no entanto, raramente percebemos a verdade sobre quem realmente somos.

Ficamos fascinados pelo reino material e suas diversões sistêmicas.

A nossa liberdade independente e o nosso livre arbítrio são desmantelados ao sucumbirmos a padrões, hábitos e comportamentos programados.

Geralmente, nas nossas sociedades, é “permitido” a um indivíduo uma forma de “espiritualidade” apenas o suficiente para lhe proporcionar uma sensação de satisfação. Isto é então levado ao longo da vida como um marcador constante de “realização satisfatória” – uma medalha de honra externamente reconhecida.

O indivíduo então para de fazer o Trabalho – a busca crítica – e entra na linha do Jogo.

A memória perene começa a desaparecer novamente.

A civilização humana está infectada com distrações desviantes distribuídas através de danos sociais, culturais e também espirituais.

Tanto ouro falso em circulação cria uma economia paralela. Por outro lado, porém, o ouro verdadeiro aumenta o seu valor. A desintegração dos valores metafísicos e a decadência moral que a acompanha fazem parte de uma projeção deliberada no hipermaterialismo.

Ainda temos que compreender plenamente que a maneira mais rápida de despertar é nos tornarmos a causa do despertar de outra pessoa. Ao ajudar e servir os nossos semelhantes, estamos simultaneamente ajudando a nós mesmos.

Quantas vezes sabemos que algo é a coisa certa a fazer e ainda assim deixamos de fazê-lo???

Da mesma forma, muitas pessoas sentem instintivamente o impulso interior e a inversão do mundo, e ainda assim optam por não agir de acordo com isso.


A princípio, a consciência interna parece ser o sonho, e a externa, a realidade desperta. Depois a consciência interior torna-se a realidade, e a exterior é sentida por muitos como um sonho ou ilusão, ou então como algo superficial e externo.

A nossa atual realidade consensual não é um retrato preciso da experiência de vida e já não é onde precisamos estar. Precisamos mudar as coisas para que o mundo exterior seja reconhecido como o estado de sonho, ou o nível perceptivo inferior da realidade.

Se as pessoas continuarem a ser alimentadas pela escória do mundo externo – o seu circo mediático, os absurdos do entretenimento e a propaganda dirigida – então a realidade consensual fica continuamente impressa (validada) por estes contributos que as pessoas realimentam no sistema. Um novo modelo ou campo de consciência luta para existir.

O estado perceptivo da massa permanece baixo – muito baixo. E como espécie coletiva, a humanidade já não pode permanecer neste baixo nível de consciência perceptiva (ignorância) numa altura em que um avanço na consciência é vital.

Simplesmente não é sustentável a longo prazo.

Se este estado polarizado continuar, então é provável que haja uma fragmentação no futuro da humanidade e nem todos seguirão o mesmo caminho daqui para frente.

O que escolhemos hoje se torna a realidade que vivenciaremos mais tarde.
Agora é hora de avançar em termos de consciência perceptiva.

É hora de EXPANDIR.

É hora de sair das lentes da percepção infantil.

É hora de dar cada passo com consciência, com conhecimento consciente, em vez de tropeçar no piloto automático.



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